Recentemente, o controle da infestação de parasitas em bovinos x resíduos químicos, tem sido tema bastante debatido, tendo em vista que o mercado está ávido por sistemas de produção rentáveis, onde a qualidade final dos alimentos derivados seja segura ao homem. Em meio à diversidade de produtos para o controle de parasitas como, vermes, carrapatos, moscas e bernes, muitos produtores têm optado pela Homeopatia Veterinária como ferramenta de auxilio no controle destes desafios, levando em conta a vantagem da ausência de resíduos químicos na carne e no leite. A médica-veterinária e promotora técnica da Real H Nutrição e Saúde Animal, Denise Zamboni Telles fala sobre este assunto. Há mais de 10 anos ela acompanha casos de sucesso com o uso da Homeopatia no tratamento de rebanhos.

Como age a Homeopatia no combate aos parasitas e de quanto em quanto tempo o rebanho deve receber o tratamento homeopático?

Carrapatos:ao “parasitarem” animais de sangue quente, os carrapatos desenvolveram uma série de mecanismos, no sentido de “burlar o sistema inato de defesa dos hospedeiros”. Estes mecanismos são veiculados através da sua saliva que contém substâncias anticoagulantes imunossupressoras, etc. Como decorrência, estes parasitas possuem uma série de mecanismos de autodefesa inespecífica semelhantes aos dos animais superiores, não possuindo mecanismo de imunidade específica. A relação hospedeiro/parasita que foi sendo estabelecida ao longo do tempo, durante milhares de anos tem seu equilíbrio dependente de variáveis ambientais, do manejo (intensificação, estresse etc…) e da genética de cada indivíduo do rebanho. Desta forma, ocorre uma ‘‘luta silenciosa’’ e constante entre os dois sistemas seja de ataque seja de defesa. De um lado os bovinos com suas reações inespecíficas e do outro, a ação preventiva e dissimulatória do carrapato frente ao seu principal hospedeiro.

A ação do medicamento homeopático, no caso dos carrapatos, ocorre pelo estímulo das defesas do hospedeiro e aparentemente, não parece interferir de modo direto na fertilidade dos carrapatos, mas age interferindo em sua alimentação e desenvolvimento. Desta forma, ocorrerá oviposição com eclosão, porém ao longo do tempo, cada vez em números mais reduzido. Os estímulos energéticos do medicamento homeopático agem aparentemente sobre as terminações nervosas da mucosa bucal, trato digestivo e pele, desencadeiam uma sequência de impulsos nervosos em cadeia, por via reflexa, ao Sistema Nervoso Central e deste até as terminações nervosas em nível da pele. Estes estímulos atuam como ‘‘ordens’’ para estimular os mecanismos locais das defesas do organismo.

Moscas em Geral:entre os principais parasitas dos animais, as moscas hematófagas, como por exemplo, a mosca dos estábulos e a mosca dos chifres são os parasitas que têm um menor tempo de contato com o hospedeiro e apresentam através da revoada grande liberdade de deslocamentos. Estas características especiais às tornam mais difíceis de combater, tanto alopaticamente como homeopaticamente. O sistema imune, sob ação bio-estimulatória do medicamento homeopático fica constantemente alerta, apesar do pouco tempo de ação (rapidez da picada do inseto).

Vermes Gastrointestinais, Bernes, Miíases:o uso do produto deve ser feito sempre como auxiliar do controle natural dos vermes gastrointestinais (hematófagos) e das larvas parasitas das moscas (bernes) e (miíases ou bicheiras). De forma idêntica ao que ocorre com os carrapatos, o sistema de defesa destes parasitas é especialista em ‘‘burlar’’ esta vigilância imunológica do animal.

O tempo de fornecimento do produto ao rebanho de forma constante permite obter uma situação de equilíbrio entre a população de parasitas na propriedade. Com fornecimento diário via alimentação, sem interrupções. Em decorrência disto também se obtém redução no uso de produtos químicos convencionais, promovendo-se gradualmente um ajuste ecológico e uma diminuição da resistência dos parasitas em geral às drogas, melhorando sua eficácia quando se tornar necessário seu uso.

 

Há diferenças nas ações para controle de infestação nos rebanhos de corte e leite?

Sim. O rebanho leiteiro apresenta um maior nível de estresse por conta do manejo excessivo e diário a que estas categorias estão sendo direcionadas. Com isso o sistema de defesas (imunológico) estará em constante “desequilíbrio”, fazendo com que o organismo animal esteja desprotegido e seja alvo diário dos agentes agressores (bactérias, vírus, parasitas, etc.). Para isso as dosagens indicadas para rebanhos leiteiros se tornam maiores devido ao grande desafio.

Outro ponto avaliado quando se identifica o rebanho a se utilizar a Homeopatia são as raças envolvidas, linhagens europeias são mais predisponentes a altas infestações do que linhagens zebuínas. Exigindo assim maiores cuidados no manejo diário.

É possível utilizar a Homeopatia como auxilio no controle dos parasitas sem a necessidade de período de carência para o abate ou descarte de leite?

Sim. Utilizando os medicamentos homeopáticos diariamente ao rebanho de corte e leite. Os medicamentos homeopáticos não deixam resíduos, não causam resistência e não intoxicam o rebanho ou as pessoas que os estão manipulando. Isso se explica através dos mecanismos de fabricação dos medicamentos homeopáticos, seguindo aFarmacopéia Homeopática. Os processos deDinamização e Diluição.

O processo de dinamização, como referido antes, consiste em imprimir intensas e repetidas sucussões (dinamizações) nos frascos com as soluções diluídas, estemovimento gera alterações diferenciadas na solução hidro alcoólica. As dinamizações produzem nos medicamentos diluídos o surgimento de determinada quantidade de energia de natureza eletromagnética com características peculiares e exclusivas para cada produto. Como as diversas dinamizações dos medicamentos homeopáticos são utilizadas em diluições extremas que ultrapassam o No de Avogadro, ao serem realizadas análises laboratoriais dos medicamentos não é encontrada nenhuma parcela da substância ponderal original.

Esta particularidade do método homeopático permite duas considerações importantes para a compreensão prática de seu uso em Veterinária:

Ausência da Matéria Ponderal no medicamento:Nas análises somente podem ser constatados o diluente (etanol e água) e o veículo carbonato de cálcio. Esta realidade permite explicar a ausência de “resistência” dos agentes infecciosos e parasitários aos produtos, o que viabiliza seu uso contínuo.

Ausência de Tempo de Carência:Por inexistirem moléculas no produto, não há possibilidade dos medicamentos deixarem resíduos na carne, leite, ovos e outros subprodutos, possibilitando seu uso permanente, sem restrições até o dia do abate, ordenha etc.

Quais os principais prejuízos causados pelos parasitas?

Estresse intenso; Perda de peso; Redução da produção de leite; Lesões no couro e Transmissão de doenças como a Tristeza Parasitária Bovina, que pode levar a morte.

Como o pecuarista deve agir em casos de altos índices de infestação?

Inicialmente como uma anamenese na propriedade, avalia-se o rebanho, ambiente e produtos convencionais utilizados, segue-se em casos de altos desafios com a indicação de utilização de produtos convencionais estrategicamente, ou seja, apenas nos animais altamente infestados. Esta prática se torna satisfatória com o auxilio do Biocarrapaticidograma, um teste laboratorial que avalia a sensibilidade/resistência dos parasitas aos diversos princípios químicos utilizados, com isso se ressalta a molécula ideal para cada propriedade. Nesta mesma fase já se inicia com os protocolos homeopáticos fornecidos diretamente na alimentação do rebanho. Avaliação periódica pela equipe responsável.

Quais medidas de manejo associadas à Homeopatia Veterinária também são recomendadas para o controle de parasitas?

A escolha de raças mais resistentes aos parasitismos tem se tornado uma prática importante nas regiões do Brasil. Selecionando e excluindo animais considerados de “sangue doce”.

Definir corretamente o tipo de alimentação de cada categoria animal, com áreas de cocho adequadas e bebedouros disponíveis a cada categoria.

Implantação do sistema rotacionado de pastagens. Facilita o controle estratégico.

Reduzir o estresse do rebanho, adotando técnicas de manejos racionais. Esta prática mantem constante o sistema de defesas do organismo animal.

Controle intenso e estratégico em épocas de maior desafio, como a época das aguas. Iniciando na seca para evitar altos desafios e dificuldades de resultados positivos. Isso se aplica com o fornecimento continuo e ininterrupto dos medicamentos homeopáticos o ano inteiro a todos os animais da propriedade.

Avaliações periódicas: avalie a situação dos animais. Nos casos de grande incidência do problema – crises – como de carrapateamento excessivo, por exemplo, adote medidas complementares e tratamentos convencionais, fazendo-os somente nos animais mais acometidos.

Acompanhamento de técnico capacitado de Empresas sérias do setor que se preocupam com o desafio dos produtores e disponibilizam produtos de qualidade para o rebanho. Garantindo segurança e resultados satisfatórios as atividades pecuárias.

Controle de carrapatos em bovinos de leite

Carrapatos em bovinos ainda é um dos piores inimigos dos criadores de bovinos. Esse problema ocasiona um prejuízo que chega a ultrapassar dois bilhões de dólares ao ano, devido a taxa de mortalidade, diminuição no ganho de peso, danos causados no couro do animal e até mesmo gastos com medicamentos para combate a esse ectoparasito. Muitas vezes os produtores acabam exagerando e prejudicando a saúde do animal com práticas de controle.

Números registrados pela Embrapa Gado de leite revelam que 100 carrapatos em um bovino leiteiro pode levar a perda de aproximadamente 1 litro de leite por dia. Este dado mostra o quanto é importante avaliar o manejo na propriedade quando se trata da infestação deste parasita. O carrapato também pode trazer, além do prejuízo com a redução do leite, problemas como a Tristeza Parasitária Bovina.

O rebanho leiteiro apresenta maior nível de estresse por conta do manejo excessivo e diário a que são direcionados. Com isso o sistema imunológico esta em constante “desequilíbrio”, fazendo com que o organismo animal esteja desprotegido e seja alvo dos agentes agressores.

É comum em propriedades descontroladas que os animais estão tão afetados que começam  a emagrecer, não tem o rendimento esperado, chegam ao extremo de morrer. É importante que todos saibam que existe uma significativa parcela de pesquisadores empenhada em buscar soluções que contribuam para o controle de carrapatos e para a garantia de segurança e qualidade nos produtos derivados dos animais tratados.

Uma proposta de controle é com o produto da Real H, que atuam estimulando constantemente as defesas do organismo em nível de pele e mucosa digestiva, atuando não somente no controle dos carrapatos em bovinos, mas também reduzindo as infestações de vermes, bernes e moscas. Conforme informações do departamento técnico da Real H o produto aumenta o intervalo entre os tratamentos convencionais, reduzindo os problemas com sub dosagens e riscos de intoxicações. O usuário da homeopatia observa com muito mais profundidade o que se passa com seus animais, e frente aos problemas, os enfrenta de forma mais adequada.

Fonte: realh

 

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